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Seis suspeitos são presos por vender doces com drogas dentro de campus da Uece, em Fortaleza

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Seis suspeitos são presos por vender doces com drogas dentro de campus da Uece, em Fortaleza
Seis suspeitos são presos por vender doces com drogas dentro de campus da Uece, em Fortaleza (Foto: Reprodução)

( Grupo é investigado por vender doces com drogas dentro de universidade em Fortaleza Um grupo investigado por suspeita de vender doces com drogas dentro da Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Fortaleza. A investigação envolve seis pessoas, que estariam divididas em uma estrutura de compra, venda e distribuição de entorpecentes. Elas foram presas e estão à disposição da Justiça. A investigação começou após informações de que drogas estariam sendo repassadas no Centro de Humanidades da Uece, no Bairro de Fátima, e dentro de um bar na capital. A polícia analisou o telefone celular de um dos suspeitos e encontrou conversas, áudios, imagens e vídeos que comprovam o crime. LEIA TAMBÉM: Megaoperação contra o Comando Vermelho no CE prende 99 membros da facção Garoto de 12 anos é morto a tiros dentro de casa no interior do Ceará Em nota, a Universidade Estadual do Ceará (Uece) disse que, depois de tomar o conhecimento da possível utilização do espaço Campus Fátima para atividade relacionada ao tráfico de drogas, a Uece comunicou os fatos à Polícia Civil e colaborou com as autoridades responsáveis pela apuração. O inquérito policial foi concluído e encaminhado à Justiça (confira a nota na íntegra abaixo). O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou, inicialmente, dois suspeitos por tráfico de drogas. Em setembro deste ano, os outros quatro também foram denunciados: três por tráfico de drogas e associação para o tráfico e o outro, por tráfico de drogas. Suspeitos vendiam as drogas por meio de aplicativo de mensagens. Reprodução Em uma das conversas, a qual o g1 teve acesso, um dos suspeitos, identificado apenas como Jhonny, diz: "Boa tarde, mano. Ei, o RJ pediu para chegar na sua para o resgate de dois pcts (pacotes) mais verde. Pode ser mais tarde, mano". O outro suspeito, identificado nas conversas como Câmeras Usadas 2n, responde: "Só quer verde, né?! Ok, 6h falo contigo". Em outra conversa, o vendedor entrega a lista com os preços: "Conta de ontem: R$ 100 verde, R$ 200 pó. Conta de hoje: R$ 100 pó. Total: R$ 400". Veja abaixo as mensagens: Veja conversas entre suspeito e usuário. Reprodução Veja conversas entre suspeito e usuário. Reprodução Esquema estruturado Um dos investigados é apontado como responsável pela revenda; três seriam fornecedores; uma quinta pessoa atuava como intermediário na logística e entrega das drogas; e o sexto suspeito seria responsável pela divulgação e a oferta dos entorpecentes através de um aplicativo de mensagens. No esquema, os criminosos publicavam fotos das drogas para visualização dos usuários e os consumidores escolhiam o produto. Parte das entregas era realizada nos espaços da Uece. A investigação, que ocorre desde o início do ano, ainda resultou na apreensão de drogas e celulares em dois imóveis em Fortaleza, no dia 9 de abril de 2026: No primeiro local, foram encontradas 12 gramas de maconha, 5 doces (alfajor) com suposta maconha dentro e dois celulares. Posteriormente, um laudo da Perícia Forense identificou a presença de THC (principal composto psicoativo encontrado na planta da Cannabis sativa) nos doces. No segundo imóvel, foram apreendidos 16 gramas de maconha e um telefone celular. Ao longo da investigação, as seis pessoas foram presas preventivamente e agora estão à disposição da Justiça. Grupo vendia drogas por meio de aplicativo de mensagens. Reprodução Confira a nota da Uece na íntegra: "Após tomar conhecimento, ainda em 2025, de possível utilização de espaço do Campus Fátima para atividades relacionadas ao tráfico de drogas, a Universidade Estadual do Ceará (Uece) comunicou os fatos à Polícia Civil do Estado do Ceará e colaborou com as autoridades responsáveis pela apuração. A partir das informações encaminhadas, a Polícia Civil realizou investigação e diligências que resultaram na identificação e prisão de investigados. O inquérito policial foi concluído e encaminhado à Justiça. Conforme apurado pela investigação policial, um dos envolvidos utilizava espaço do Campus Fátima como ponto de encontro para a entrega de entorpecentes. As diligências também identificaram indícios de utilização de áreas e equipamentos existentes no campus para a ocultação de drogas destinadas à comercialização. Como resultado da atuação policial, foi desarticulada, pela primeira vez, uma organização criminosa com atuação identificada no Campus Fátima. A Uece considera que a divulgação responsável dessas informações contribui para reduzir a sensação de insegurança na comunidade acadêmica e reafirma que práticas ilícitas, especialmente aquelas relacionadas ao tráfico de drogas, não encontram nos espaços da Universidade ambiente de tolerância ou impunidade. A atuação institucional e a colaboração com os órgãos de segurança têm como objetivo contribuir para a proteção da comunidade acadêmica, do patrimônio público e para o afastamento de atividades criminosas dos campi universitários. A Universidade ressalta que os fatos foram objeto de apuração pelas autoridades competentes e que a responsabilização individual dos envolvidos coube exclusivamente às instâncias responsáveis pela persecução penal e ao Poder Judiciário. A comunicação dos fatos às autoridades e a colaboração com a investigação decorreram do dever institucional da Uece de contribuir para a preservação da segurança da comunidade acadêmica e do patrimônio público." Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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